A Lolita considera que “Mário Soares sobrestima os portugueses ao julgá-los capazes de motins” e que “…nunca veremos uma manifestação espontânea às portas de Belém, por mais erráticos que continuem a ser os governantes. Só as organizadas pelas colectividades, em que o prato forte já vem preparado: é só comer e gritar as palavras de ordem”.
Em parte ela tem razão, os portugueses estão incomodados demais em tentar juntar uns trocos para pagar as contas ao fim do mês, estão por demais interessados nos vómitos despejados para a TV por personagens tipo José Castelo Branco intercaladas com macacadas de um burro que até fala. Estão os portugueses tão ocupados com estas e outras estórias insufláveis que se esquecem de cuidar do seu próprio bem-estar.
Olvidam-se de escolher os melhores políticos, por entre os maus é capaz de haver algum que se aproveite, não se lembram de lhes fazer notar a sua insatisfação e é neste aspecto que considero válida a opinião da Lolita.
Contudo, na minha opinião evidentemente, a Lolita comete um erro tremendo, ao considerar que "Mário Soares sobrestima os portugueses ao julgá-los capazes de motins”.
Não concordo, muito pelo contrário, Mário Soares subestima os portugueses ao considerar que estes darão ouvidos a um discurso envinagrado e com alto teor de angústia típico de um monarca que não tem como seu descendente um príncipe à sua altura e capaz de lhe seguir as pisadas.
Rescaldo da Jornada 12
Mais uma jornada terminada, mais novidades na classificação.
O Boavista apoderou-se do segundo lugar e não se conhecem ainda os “estragos” que poderá vir a causar. O Sporting aproximou-se ainda mais do Benfica, ou melhor, este é que se aproxima cada vez mais do SCP.
O SCP marcou mais quatro golos, marcou-os a um franzino Moreirense que ocupa a última posição da tabela com uns tímidos oito pontos se a memória não me falha. O Moreirense não conseguiu incomodar a defesa do Sporting, na minha opinião o sector mais frágil da equipa, e assim as coisas tornam-se mais fáceis. Não esquecer que o quarto golo deveria ser invalidado por fora de jogo de Paíto antes deste endossar a bola para o Liedson. Oxalá a bola de prata não seja ganha por diferença de um golo.
O SLB mostrou-se, uma vez mais, tímido e frágil. O Miguel e Petit fazem mesmo muita falta. Desta vez nem Simão nem Deus conseguiram inverter o resultado.
O FCP demonstrou uma vez mais a fragilidade e incompetência do seu treinador no que concerne a opções tácticas. Não é admissível que, pelo facto de um jogador ser expulso, bem expulso diga-se, se retire do campo o elemento mais preponderante na manobra ofensiva da equipa, Quaresma, para colocar um central, Pepe. Recorde-se que o Porto já jogava com dois centrais, Pedro Emanuel e Ricardo Costa. Lá acabou por somar mais três pontos e conseguir isolar-se no topo da tabela.
PS: Mais uma grande penalidade por marcar a favor do FCP, o que importa é que o Porto ganhou, reza a história que tudo está bem quando acaba bem, de outro modo já nem o Henrique Chaves podia valer.
O Boavista apoderou-se do segundo lugar e não se conhecem ainda os “estragos” que poderá vir a causar. O Sporting aproximou-se ainda mais do Benfica, ou melhor, este é que se aproxima cada vez mais do SCP.
O SCP marcou mais quatro golos, marcou-os a um franzino Moreirense que ocupa a última posição da tabela com uns tímidos oito pontos se a memória não me falha. O Moreirense não conseguiu incomodar a defesa do Sporting, na minha opinião o sector mais frágil da equipa, e assim as coisas tornam-se mais fáceis. Não esquecer que o quarto golo deveria ser invalidado por fora de jogo de Paíto antes deste endossar a bola para o Liedson. Oxalá a bola de prata não seja ganha por diferença de um golo.
O SLB mostrou-se, uma vez mais, tímido e frágil. O Miguel e Petit fazem mesmo muita falta. Desta vez nem Simão nem Deus conseguiram inverter o resultado.
O FCP demonstrou uma vez mais a fragilidade e incompetência do seu treinador no que concerne a opções tácticas. Não é admissível que, pelo facto de um jogador ser expulso, bem expulso diga-se, se retire do campo o elemento mais preponderante na manobra ofensiva da equipa, Quaresma, para colocar um central, Pepe. Recorde-se que o Porto já jogava com dois centrais, Pedro Emanuel e Ricardo Costa. Lá acabou por somar mais três pontos e conseguir isolar-se no topo da tabela.
PS: Mais uma grande penalidade por marcar a favor do FCP, o que importa é que o Porto ganhou, reza a história que tudo está bem quando acaba bem, de outro modo já nem o Henrique Chaves podia valer.
Alguém me diz por favor…
… o que aconteceu ao Bisturi? Andar algum tempo afastado e distraído provoca coisas destas.
Blogosfera, o inimigo da produtividade
Dada a perplexidade do tema, embora não tenha a certeza de conseguir, vou tentar ser breve dado que os posts muito longos não são apelativos. É dado e sabido que grande parte dos blogs nasceu pela mão de alguns profissionais da comunicação, se jornalistas, se comentadores, se euro deputados para aqui não interessa, o que importa é que de um modo ou de outro eles eram ou são pagos para isso, comunicar, às vezes informar. Os blogs tornaram-se em pouco tempo o mais prático e talvez até o mais eficaz meio de divulgação.
A moda pegou e alastrou de uma forma que provavelmente não seria de prever. “Outros” foram contagiados com a febre do blog. “Esses outros” são na sua maioria assalariados, cidadãos comuns, com um emprego que em nada se coaduna com os referidos anteriormente, são apenas pessoas interessadas em assuntos da actualidade e no debate que esses temas promovem. Quiseram “esses”, com o decorrer do tempo, estar por dentro dessa discussão, em vez de assistir, quiseram fazer parte do debate. A partir daí o blog deixou de ser encarado como hobby, tornou-se um vício, um compromisso que assumiram com eles mesmos.
Caldo entornado. Lembram-se que “esses” são funcionários de uma empresa qualquer que lhes paga para trabalharem, no mínimo, oito horas por dia? Lembram-se das constantes estatísticas que apontam para penosos e baixos índices de produtividade? Exactamente meus caros, “esses outros”, agora editores de blogs, são também responsáveis por esse número vergonhoso, já sei que os empresários também o são mas isso fica para discussão futura. Agora estamos a falar do tempo que, sentados em frente ao computador, “esses” fingem trabalhar afincadamente no último projecto que lhes foi confiado e na verdade nada disso se passa. Na verdade passam grande parte do tempo entre “technoratis” e “listas de favoritos” tentando acompanhar as últimas actualizações. Claro está que o trabalho tem que aparecer feito e alguém tem que o fazer. Se têm quem faça, delegam, se não, telefonam à esposa ou ao marido avisando que vão jantar mais tarde, um projecto urgente para concluir é a desculpa.
Um blog não é um hobby. Os hobbies ocupam os tempos livres, por exemplo os fins-de-semana, ora este é precisamente o período em que os blogs “têm as suas portas fechadas”.
E esta heim…?
A moda pegou e alastrou de uma forma que provavelmente não seria de prever. “Outros” foram contagiados com a febre do blog. “Esses outros” são na sua maioria assalariados, cidadãos comuns, com um emprego que em nada se coaduna com os referidos anteriormente, são apenas pessoas interessadas em assuntos da actualidade e no debate que esses temas promovem. Quiseram “esses”, com o decorrer do tempo, estar por dentro dessa discussão, em vez de assistir, quiseram fazer parte do debate. A partir daí o blog deixou de ser encarado como hobby, tornou-se um vício, um compromisso que assumiram com eles mesmos.
Caldo entornado. Lembram-se que “esses” são funcionários de uma empresa qualquer que lhes paga para trabalharem, no mínimo, oito horas por dia? Lembram-se das constantes estatísticas que apontam para penosos e baixos índices de produtividade? Exactamente meus caros, “esses outros”, agora editores de blogs, são também responsáveis por esse número vergonhoso, já sei que os empresários também o são mas isso fica para discussão futura. Agora estamos a falar do tempo que, sentados em frente ao computador, “esses” fingem trabalhar afincadamente no último projecto que lhes foi confiado e na verdade nada disso se passa. Na verdade passam grande parte do tempo entre “technoratis” e “listas de favoritos” tentando acompanhar as últimas actualizações. Claro está que o trabalho tem que aparecer feito e alguém tem que o fazer. Se têm quem faça, delegam, se não, telefonam à esposa ou ao marido avisando que vão jantar mais tarde, um projecto urgente para concluir é a desculpa.
Um blog não é um hobby. Os hobbies ocupam os tempos livres, por exemplo os fins-de-semana, ora este é precisamente o período em que os blogs “têm as suas portas fechadas”.
E esta heim…?
A solução é simples...
Cavaco Silva, provavelmente o próximo presidente da república, apesar de todas as manobras de evasão, defende a ideia de que Portugal está cada vez mais pobre e "que a chave para ultrapassar a crise é inverter a tendência, …, através do aumento do peso das exportações de bens e serviços", eu remato, bens, serviços e pessoas.
Considero que seria boa ideia começar a pensar em “exportar” imediatamente grande parte dos elementos que compõe os grupos políticos nacionais.
Quem seria o primeiro? É tudo uma questão de fazer contas.
Considero que seria boa ideia começar a pensar em “exportar” imediatamente grande parte dos elementos que compõe os grupos políticos nacionais.
Quem seria o primeiro? É tudo uma questão de fazer contas.
Livro Aberto, adenda
Afinal o Blog Livro Aberto está on line e devidamente actualizado, o endereço é que não estava correcto.
Francisco, obrigado pelo esclarecimento.
Francisco, obrigado pelo esclarecimento.
Ao Barnabé II
Caro Daniel Oliveira, só sabe responder desta forma? Será que nunca tem mais nada a dizer a não ser: "Não faço ideia onde quer chegar?".
Devo confessar-lhe que nem sequer esperava resposta, mas já que respondeu podia tê-lo feito de forma mais congruente.
Se não faz ideia de onde eu quero chegar eu explico-lhe, embora o post seja mais do que evidente. É perfeitamente perceptível que me refiro ao aproveitamento político que o estimado Daniel retira do blog Barnabé em prol das cores políticas que defende. É perfeitamente evidente que me refiro à promiscuidade existente entre a sua orientação política e sua atitude enquanto blogger.
Para mais esclarecimentos leia o post novamente e desta vez com mais atenção. Vai ver que percebe onde quero chegar.
Devo confessar-lhe que nem sequer esperava resposta, mas já que respondeu podia tê-lo feito de forma mais congruente.
Se não faz ideia de onde eu quero chegar eu explico-lhe, embora o post seja mais do que evidente. É perfeitamente perceptível que me refiro ao aproveitamento político que o estimado Daniel retira do blog Barnabé em prol das cores políticas que defende. É perfeitamente evidente que me refiro à promiscuidade existente entre a sua orientação política e sua atitude enquanto blogger.
Para mais esclarecimentos leia o post novamente e desta vez com mais atenção. Vai ver que percebe onde quero chegar.
1, 2, 3 ... diga lá outra vez
Diga nomes de pessoas que quiseram iludir o público tentando fazer crer que o ministro, ou coisa parecida, os ia receber para discutirem o caso do golo que não foi golo, por exemplo: Luís Filipe Vieira… 1,2,3 diga lá outra vez.
Distinguido...?
"Blogue «Abrupto» distinguido por «O Primeiro de Janeiro»"
O eurodeputado José Pacheco Pereira foi distinguido, na quarta-feira, na qualidade de autor do blogue «Abrupto», com o prémio Inovação na gala comemorativa do 136.º aniversário do jornal «O Primeiro de Janeiro».
Considerando o conteúdo do blog, distinguido a que propósito?
O eurodeputado José Pacheco Pereira foi distinguido, na quarta-feira, na qualidade de autor do blogue «Abrupto», com o prémio Inovação na gala comemorativa do 136.º aniversário do jornal «O Primeiro de Janeiro».
Considerando o conteúdo do blog, distinguido a que propósito?
São só 263 páginas, não custa nada, vá lá...
Para os interessados ou apenas para os curiosos, já agora para os outros também, nada de discriminações, aqui fica o link para o Projecto de TRATADO QUE ESTABELECE UMA CONSTITUIÇÃO PARA A EUROPA.
A partir de agora todo e qualquer português estará habilitado a responder à famosa pergunta:
"Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?"
A partir de agora todo e qualquer português estará habilitado a responder à famosa pergunta:
"Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?"
Preferes um cigarro ou um ambientador?
Tens mais de dezoito anos, julgas-te um gajo baril, queres enfiar umas substâncias que mexam com o miolo? O teu pai não te deixa fumar? Então tens agora uma alternativa aos cigarros com pesticidas, usa um ambientador, escolhe entre: aerossóis, vaporizadores, gel, difusores eléctricos e as velas.
Escolhe qualquer um deles. Estes têm a vantagem de não deixar a boca a cheirar a cinzeiro, as ninas vão gostar, no entanto, também contêm daquelas substâncias que agitam a mona. Por exemplo: "substâncias cancerígenas, alergénicas, tóxicas ou irritantes".
Não deixes que os outros escolham por ti, tu tens amor-próprio.
Escolhe qualquer um deles. Estes têm a vantagem de não deixar a boca a cheirar a cinzeiro, as ninas vão gostar, no entanto, também contêm daquelas substâncias que agitam a mona. Por exemplo: "substâncias cancerígenas, alergénicas, tóxicas ou irritantes".
Não deixes que os outros escolham por ti, tu tens amor-próprio.
Demissão por ingerências
Desta vez parece que o governo não pôs o dedo onde não devia, ao contrário do que os profetas da desgraça gostam de fazer crer.
Afinal parece que se trata mesmo de "...uma questão no âmbito das relações entre uma administração e uma direcção de informação".
Afinal parece que se trata mesmo de "...uma questão no âmbito das relações entre uma administração e uma direcção de informação".
Para quem tem pouco tempo para ler… (V)
Eça de Queiroz – “Os Maias” resumo:
Lisboa, séc. XIX, Outono de 1875, está agora a fazer anos que o Afonso da Maia, um gajo cheio da pasta se instala numa daquelas mansões como as dos filmes do Elvis Presley. O morcão chamava o edifício de Ramalhete, se é nome que se ponha num palácio daqueles. O filho do velho, Pedro da Maia, para se livrar do velhote que se fartava de lhe dar na mona, vai e casa contra a vontade do velho e arranja dois putos, um macho e uma fêmea.
A mulher do Pedro, às duas por três, cheia de aturar o sogro, põe-se n'alheta com outro gajo e leva a filha – Maria Eduarda. O Pedro não aguentou a pressão e dá um tiro mesmo no meio dos respectivos, que é como quem diz, no meio da testa. O filho – Carlos da Maia é entregue ao avô, mas este não consegue ter mão no moço. O Carlos até chega a médico e tudo mas espetou-se todo quando foi dar assistência médica à governanta e acabou a consultar a patroa do Brasileiro, se é que me percebeis. Veio-se a descobrir que a patroa a quem ele andava a dar consultas era a Maria Eduarda, sua irmã. Num podia ser carago, atão isso não faz, se ainda fosse prima, agora irmã.
O Carlos não quis saber e continuou a dar assistência à mulher que também gostava, mas só gostou até lhe ser entregue a herança que a mãe, que afinal também era sua sogra, lhe havia deixado e se pôr a mexer prá estranja. Que se saiba os dois não tiveram filhos senão os moços eram filhos da Eduarda e esta seria tia dos próprios filhos. Os moços seriam sobrinhos do próprio pai e cada um deles seria primo do próprio irmão. O pai seria amante da cunhada e a mãe seria mulher do tio do próprio filho que também era filho do seu irmão.
O Velhote, o Afonso, não aguentou tamanha confusão e bateu a bota. O Carlos voltou para casa e acabou o romance.
Lisboa, séc. XIX, Outono de 1875, está agora a fazer anos que o Afonso da Maia, um gajo cheio da pasta se instala numa daquelas mansões como as dos filmes do Elvis Presley. O morcão chamava o edifício de Ramalhete, se é nome que se ponha num palácio daqueles. O filho do velho, Pedro da Maia, para se livrar do velhote que se fartava de lhe dar na mona, vai e casa contra a vontade do velho e arranja dois putos, um macho e uma fêmea.
A mulher do Pedro, às duas por três, cheia de aturar o sogro, põe-se n'alheta com outro gajo e leva a filha – Maria Eduarda. O Pedro não aguentou a pressão e dá um tiro mesmo no meio dos respectivos, que é como quem diz, no meio da testa. O filho – Carlos da Maia é entregue ao avô, mas este não consegue ter mão no moço. O Carlos até chega a médico e tudo mas espetou-se todo quando foi dar assistência médica à governanta e acabou a consultar a patroa do Brasileiro, se é que me percebeis. Veio-se a descobrir que a patroa a quem ele andava a dar consultas era a Maria Eduarda, sua irmã. Num podia ser carago, atão isso não faz, se ainda fosse prima, agora irmã.
O Carlos não quis saber e continuou a dar assistência à mulher que também gostava, mas só gostou até lhe ser entregue a herança que a mãe, que afinal também era sua sogra, lhe havia deixado e se pôr a mexer prá estranja. Que se saiba os dois não tiveram filhos senão os moços eram filhos da Eduarda e esta seria tia dos próprios filhos. Os moços seriam sobrinhos do próprio pai e cada um deles seria primo do próprio irmão. O pai seria amante da cunhada e a mãe seria mulher do tio do próprio filho que também era filho do seu irmão.
O Velhote, o Afonso, não aguentou tamanha confusão e bateu a bota. O Carlos voltou para casa e acabou o romance.
Rescaldo da jornada
O FCP perde pela primeira vez no estádio do dragão. É certo que se os erros da equipa de arbitragem não tivessem existido talvez o resultado fosse outro, mas é também correcto afirmar que o Porto perde precisamente no dia em que o treinador Fernandez volta ao banco de suplentes. O que vai ficar para a história é que perdeu três pontos e perdeu também Vítor Baía, ao que parece rotura muscular, mais um a juntar ao lote de lesionados. O preparador físico, massagistas e restantes elementos da equipa técnica teriam muita coisa a explicar.
É sabido que Pinto da Costa não gosta de mexidas a meio da época, depois do caso Del Neri é mais difícil ainda admitir que errou novamente. Mas são estas as coisas do futebol, não se acerta sempre, nem em jogadores nem em treinadores, no entanto, alargando a análise à última década, as decisões acertadas têm larga vantagem.
Com tudo isto já as bandeiras vermelhas se agitavam, os comentadores de rádio e televisão anunciavam alterações no topo da classificação mas nada do que estava previsto veio a suceder. O Leão voltou a ser gato e se o árbitro tem assinalado a grande penalidade, mais do que evidente, cometida sobre Tanque Silva passava o Leão a ser gatinho. A Águia, apesar do voo inicial que indiciava mais um ataque feroz e mortífero, deixou-se hipnotizar pelo hino ao futebol cantado pela sua presa e não fosse o segundo golo, marcado em fora de jogo, ser validado talvez atingisse o estado de pintainho em vez de pombo-correio que acaba com o coração na boca à espera que o juiz desse a prova como concluída.
Nesta altura, em época de exposições ao ministro de desporto, ou coisa parecida, de uma qualquer reclamação por suposto golo invalidado ao Benfica no jogo contra o FCP, lance que ninguém conseguir ainda provar, será que o ministro, ou seja lá quem for, terá arcaboiço para demonstrar que um dia é da caça e o outro do caçador e que quem tem telhado de vidro não deve atirar pedras para o ar?
É sabido que Pinto da Costa não gosta de mexidas a meio da época, depois do caso Del Neri é mais difícil ainda admitir que errou novamente. Mas são estas as coisas do futebol, não se acerta sempre, nem em jogadores nem em treinadores, no entanto, alargando a análise à última década, as decisões acertadas têm larga vantagem.
Com tudo isto já as bandeiras vermelhas se agitavam, os comentadores de rádio e televisão anunciavam alterações no topo da classificação mas nada do que estava previsto veio a suceder. O Leão voltou a ser gato e se o árbitro tem assinalado a grande penalidade, mais do que evidente, cometida sobre Tanque Silva passava o Leão a ser gatinho. A Águia, apesar do voo inicial que indiciava mais um ataque feroz e mortífero, deixou-se hipnotizar pelo hino ao futebol cantado pela sua presa e não fosse o segundo golo, marcado em fora de jogo, ser validado talvez atingisse o estado de pintainho em vez de pombo-correio que acaba com o coração na boca à espera que o juiz desse a prova como concluída.
Nesta altura, em época de exposições ao ministro de desporto, ou coisa parecida, de uma qualquer reclamação por suposto golo invalidado ao Benfica no jogo contra o FCP, lance que ninguém conseguir ainda provar, será que o ministro, ou seja lá quem for, terá arcaboiço para demonstrar que um dia é da caça e o outro do caçador e que quem tem telhado de vidro não deve atirar pedras para o ar?
Livro aberto
“Ele deve ser lido, bebido, devorado, letra a letra, palavra a palavra". São estas as palavras do apresentador deste programa do canal televisivo RTPN.
Esta semana a entrevistada foi a escritora e actriz Rosa Lobato Faria que, em comparação com o seu marido, Joaquim Magalhães, editor, se considera ingénua no mundo dos livros. Ela lá sabe e isto para aqui não interessa nada.
Apanhei o programa quase no fim, pena minha estava a ser interessante, mas ainda a tempo de fazer dois apontamentos. Primeira nota, a “resma” de livros aconselhados pelo apresentador, eram mesmo muitos, não é exagero. Segunda nota, o endereço electrónico do novo blog livro aberto. Claro, a curiosidade foi forte a toca a clicar rumo ao livro aberto. Foi isto que encontrei, um blog em fase de teste.
Meu caro Francisco José Viegas, antes de anunciar o Blog livro aberto deveria ter verificado se ele já estava a funcionar em pleno, é caso para perguntar, - se não tem tempo para ler o blog como será com essa pilha de livros que aconselha?
Esta semana a entrevistada foi a escritora e actriz Rosa Lobato Faria que, em comparação com o seu marido, Joaquim Magalhães, editor, se considera ingénua no mundo dos livros. Ela lá sabe e isto para aqui não interessa nada.
Apanhei o programa quase no fim, pena minha estava a ser interessante, mas ainda a tempo de fazer dois apontamentos. Primeira nota, a “resma” de livros aconselhados pelo apresentador, eram mesmo muitos, não é exagero. Segunda nota, o endereço electrónico do novo blog livro aberto. Claro, a curiosidade foi forte a toca a clicar rumo ao livro aberto. Foi isto que encontrei, um blog em fase de teste.
Meu caro Francisco José Viegas, antes de anunciar o Blog livro aberto deveria ter verificado se ele já estava a funcionar em pleno, é caso para perguntar, - se não tem tempo para ler o blog como será com essa pilha de livros que aconselha?
Ao Barnabé
Caro Daniel Oliveira, vou uma vez mais repetir-me, fá-lo-ei propositadamente e as vezes que considerar necessárias. Também tenho o direito de ser maçador.
A forma como o Daniel aborda questões melindrosas e de interesse público é cada vez mais degradante. O mais gravoso é que não o faz de forma inocente nem gratuita. Outros interesses se levantam e esses são cada vez mais evidentes.
Já era tempinho do Daniel tomar consciência das responsabilidades que tem perante a opinião pública. Não queira ser mais um personagem do contra informação, viu certamente o trato a que esses bonecos estão sujeitos mais tarde ou mais cedo.
Se quer brincar com coisas sérias faça-o mas de uma forma mais sensata, mais congruente, mais equilibrada.
O Daniel pretende moldar o raciocínio das massas mas desta forma apenas lhes tolhe o cérebro. Devo dizer-lhe que não são os seus artigos que me preocupam directamente, com eles posso eu bem, o que me desassossega é o facto do Daniel começar a ter seguidores. Estes, quando devidamente desinformados ou até mesmo manipulados, essa é a função do Daniel Oliveira, podem ser uma arma perigosa se usada levianamente
Caro Daniel, a sociedade necessita de pessoas que discutam política e outros assuntos de interesse comum mas precisa mais ainda que o façam de forma racional, se é de forma gratuita ou não até nem importa muito, o que realmente interessa é que o façam com seriedade e sinceridade.
Já sei que provavelmente o Daniel não se vai dar ao cuidado de ler este texto, se bem que, até é capaz de o ler, mas não lhe prestará atenção, este blog não tem audiências que justifiquem o esforço e para além da lavagem de alguns cérebros, ou tentativa disso, tudo aquilo que interessa ao Barnabé é a cruel e desmedida guerra de audiências.
A forma como o Daniel aborda questões melindrosas e de interesse público é cada vez mais degradante. O mais gravoso é que não o faz de forma inocente nem gratuita. Outros interesses se levantam e esses são cada vez mais evidentes.
Já era tempinho do Daniel tomar consciência das responsabilidades que tem perante a opinião pública. Não queira ser mais um personagem do contra informação, viu certamente o trato a que esses bonecos estão sujeitos mais tarde ou mais cedo.
Se quer brincar com coisas sérias faça-o mas de uma forma mais sensata, mais congruente, mais equilibrada.
O Daniel pretende moldar o raciocínio das massas mas desta forma apenas lhes tolhe o cérebro. Devo dizer-lhe que não são os seus artigos que me preocupam directamente, com eles posso eu bem, o que me desassossega é o facto do Daniel começar a ter seguidores. Estes, quando devidamente desinformados ou até mesmo manipulados, essa é a função do Daniel Oliveira, podem ser uma arma perigosa se usada levianamente
Caro Daniel, a sociedade necessita de pessoas que discutam política e outros assuntos de interesse comum mas precisa mais ainda que o façam de forma racional, se é de forma gratuita ou não até nem importa muito, o que realmente interessa é que o façam com seriedade e sinceridade.
Já sei que provavelmente o Daniel não se vai dar ao cuidado de ler este texto, se bem que, até é capaz de o ler, mas não lhe prestará atenção, este blog não tem audiências que justifiquem o esforço e para além da lavagem de alguns cérebros, ou tentativa disso, tudo aquilo que interessa ao Barnabé é a cruel e desmedida guerra de audiências.
CDS desagradado com PSD
Ainda no rescaldo do congresso do PSD, importa abordar a questão pertinente do anúncio de uma possível, eu diria mais que provável, ruptura pré eleitoral entre os dois partidos governantes.
Os dirigentes do CDS mostram-se incomodados com o desenrolar dos acontecimentos.
"Já ninguém diz sequer que está em aberto uma coligação", "No congresso do maior partido da coligação, nem uma alma disse bem do CDS", "… os sociais-democratas disseram pior do CDS do que do PS." Estes são os desabafos dos líderes do CDS.
São desabafos mas nunca passarão disso mesmo. A coligação não está neste momento colocada em causa porque o CDS, bem ou mal, quer continuar no governo, eu não escrevi governar, escrevi e repito, quer continuar no governo. A coligação, na altura das eleições, foi conveniente ao PSD, era nessa altura incontornável, só por isso o CDS chegou ao poder. Acontece agora que o PSD quer criar uma nova imagem, logo, quer descolar-se do CDS. Este segundo sente-se abusado e ofendido mas tudo não passa de um singelo "fogo de vista". Se nas próximas eleições uma nova coligação for sinónimo de governação ela verificar-se-á novamente.
No entanto, "pelo andar da carruagem", não me parece que, mesmo com uma coligação, a direita consiga governar novamente, portanto, afinal estes acontecimentos não são nada pertinentes, são apenas faît divers.
Os dirigentes do CDS mostram-se incomodados com o desenrolar dos acontecimentos.
"Já ninguém diz sequer que está em aberto uma coligação", "No congresso do maior partido da coligação, nem uma alma disse bem do CDS", "… os sociais-democratas disseram pior do CDS do que do PS." Estes são os desabafos dos líderes do CDS.
São desabafos mas nunca passarão disso mesmo. A coligação não está neste momento colocada em causa porque o CDS, bem ou mal, quer continuar no governo, eu não escrevi governar, escrevi e repito, quer continuar no governo. A coligação, na altura das eleições, foi conveniente ao PSD, era nessa altura incontornável, só por isso o CDS chegou ao poder. Acontece agora que o PSD quer criar uma nova imagem, logo, quer descolar-se do CDS. Este segundo sente-se abusado e ofendido mas tudo não passa de um singelo "fogo de vista". Se nas próximas eleições uma nova coligação for sinónimo de governação ela verificar-se-á novamente.
No entanto, "pelo andar da carruagem", não me parece que, mesmo com uma coligação, a direita consiga governar novamente, portanto, afinal estes acontecimentos não são nada pertinentes, são apenas faît divers.
Uma sensação de abstracção
“Não te queixes, no meu tempo era bem pior. Eu tinha oito filhos para alimentar, o teu avô, coitadinho cegou de uma vistinha e ficou sem trabalho, uma sardinha tinha que alimentar três bocas. A tua mãe e os teus tios, com dez aninhos ou pouco mais, saíam de casa às seis da manhã para ir para o trabalho, a pé, à chuva, ao frio, ao que calhasse.
Era assim no meu tempo, não havia televisão, nem rádio, nem água, nem luz quanto mais. Não te queixes meu filho, não te queixes que não sabes o que é a crise.”
Em certos momentos gosto de ouvir o que a minha avó tem para me dizer. Inconscientemente ela consegue levantar-me a moral.
A ela, à minha avó, não a podem acusar por falta de auto estima.
Era assim no meu tempo, não havia televisão, nem rádio, nem água, nem luz quanto mais. Não te queixes meu filho, não te queixes que não sabes o que é a crise.”
Em certos momentos gosto de ouvir o que a minha avó tem para me dizer. Inconscientemente ela consegue levantar-me a moral.
A ela, à minha avó, não a podem acusar por falta de auto estima.
O inútil
Pois bem, eles estão com os nervos em franja. Talvez devido ao facto deste fim-de-semana ter sido recheado de acontecimentos políticos e desportivos. Terão sido talvez acontecimentos em demasia para um par de dias inúteis. Tenho que os classificar como inúteis, aos dias evidentemente, considerando que úteis, ao que se diz são os outros, continuo a referir-me aos dias, nada de confusões.
Continuando a minha dissertação, devo referir que hoje pela manhã me espantei quando visitei o Blog Barnabé e deparei com uma quantidade considerável de posts editados pelo agora designado Licenciado Daniel Oliveira, imagine-se, durante a tarde de Domingo. A saber, só em duas horas ele editou mais post’s do que nos dois fins-de-semana anteriores.
Afinal ele não é assim tão inútil, o Domingo claro, serviu para que o referido Daniel tivesse mais uma vez oportunidade de mostrar à Blogosfera o quão limitadas são as suas ideologias e estratégias políticas. Em quase todos os post’s ele se limitou a pegar em frases proferidas pelos Social-democratas e, utilizando o seu mais que conhecido discurso acre e corrosivo, colar-lhes um título que as desvirtuasse.
À falta de melhor programa, gozar um dia inútil com uma manta em cima das pernas, um televisor ligado e um computador à mão até que não é má opção, mesmo sendo um inútil, o Domingo claro.
Continuando a minha dissertação, devo referir que hoje pela manhã me espantei quando visitei o Blog Barnabé e deparei com uma quantidade considerável de posts editados pelo agora designado Licenciado Daniel Oliveira, imagine-se, durante a tarde de Domingo. A saber, só em duas horas ele editou mais post’s do que nos dois fins-de-semana anteriores.
Afinal ele não é assim tão inútil, o Domingo claro, serviu para que o referido Daniel tivesse mais uma vez oportunidade de mostrar à Blogosfera o quão limitadas são as suas ideologias e estratégias políticas. Em quase todos os post’s ele se limitou a pegar em frases proferidas pelos Social-democratas e, utilizando o seu mais que conhecido discurso acre e corrosivo, colar-lhes um título que as desvirtuasse.
À falta de melhor programa, gozar um dia inútil com uma manta em cima das pernas, um televisor ligado e um computador à mão até que não é má opção, mesmo sendo um inútil, o Domingo claro.
Sexta-feira
Acordei com leves toques na minha janela, era a sexta-feira, tentou acordar-me num repente, – são horas de levantar, gritava radiante do lado de fora tal como uma criança que acorda os pais à espera do presente de Natal. - São ainda sete da manhã, respondi, deixa-me dormir, continuei. Respondeu-me, – sou eu a sexta-feira, acorda, lembra-te que do que me prometes-te. É verdade, eu havia-lhe dito que um dia a iria saborear à moda antiga, que iria apreciá-la de uma forma diferente do usual, encará-la como a véspera de um fim-de-semana em que a azáfama e o stress ficariam presos e esquecidos na gaveta da secretária. Eu havia prometido à sexta-feira que passaríamos um dia juntos e que a deixaria preparar-me para um fim-de-semana de verdadeiro repouso e reconforto.
Eu prometi que um dia o faria e hoje é o dia.
Eu prometi que um dia o faria e hoje é o dia.
O regresso
No dia em que morreu o homem que lutou uma vida inteira pelos seus ideais, se bem ou mal para aqui não importa, decidi voltar ao activo. Não é justo estar vivo e ficar calado, submisso.
Confesso que durante o tempo em que estive ausente do blog me mantive propositada e deliciosamente afastado de toda a exaltação resultante da instabilidade quotidiana.
Devo reconhecer que a manhã tem um cheiro diferente, talvez mais agradável, quando na noite anterior, mudo de canal na hora em que inicia o noticiário. Gesto simples, inocente e defensivo que me mantém longe dos imbróglios corrosivos vomitados pelos pivots que com cara maquilhada e disfarçados de gente inteligente nos invadem a sala relatando cenários de dor e sofrimento, de crise e de borrasca.
Devo reconhecer que sabe melhor deitar a cabeça no travesseiro e que é mais fácil adormecer depois de passar os olhos num desportivo qualquer em vez dum jornal dos ditos de referência.
Apreciei este período de ausência da mesma forma que, longe de tudo e de todos, se aprecia a paisagem montanhosa do cimo da mais alta das montanhas. Paisagem bela aquela que se avista de lá do cimo. É bela essa estadia mas apenas se for breve, não é possível viver-se por lá.
Por isso… estou de volta.
Confesso que durante o tempo em que estive ausente do blog me mantive propositada e deliciosamente afastado de toda a exaltação resultante da instabilidade quotidiana.
Devo reconhecer que a manhã tem um cheiro diferente, talvez mais agradável, quando na noite anterior, mudo de canal na hora em que inicia o noticiário. Gesto simples, inocente e defensivo que me mantém longe dos imbróglios corrosivos vomitados pelos pivots que com cara maquilhada e disfarçados de gente inteligente nos invadem a sala relatando cenários de dor e sofrimento, de crise e de borrasca.
Devo reconhecer que sabe melhor deitar a cabeça no travesseiro e que é mais fácil adormecer depois de passar os olhos num desportivo qualquer em vez dum jornal dos ditos de referência.
Apreciei este período de ausência da mesma forma que, longe de tudo e de todos, se aprecia a paisagem montanhosa do cimo da mais alta das montanhas. Paisagem bela aquela que se avista de lá do cimo. É bela essa estadia mas apenas se for breve, não é possível viver-se por lá.
Por isso… estou de volta.
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