Estimado Carlos do Carmo Carapinha,
Tenha lá paciência, a atitude da senhora (caso Maite Proença) não tem desculpa possível. Eu próprio faço grassÇolas cujos alvos são da mais variadíssima espécie, género, feitio e nacionalidade, no entanto, faço-o junto dos amigos e conhecidos, não na praça pública. Até chego a tolerar esse tipo de piadolas em programa da especialidade (os agora tão famosos stand up comedy), o que não tolero é que uma figura pública, estrangeira, o faça no tom e no local em que fez.
Para finalizar, tem a certeza que nós, os indignados, é que temos faltar de humor? Deixe-me que lhe pergunte, onde está a piada de ver aquela cuspidela? Achou piada à tentativa da senhora em imitar o chafariz? Achou a imagem humorística? Tem a certeza que acha piada a esse tipo de comportamento, naquele tipo de cenário, vindo de uma figura pública? Tem mesmo a certeza que achou engraçado? E já agora, se vê humor naquela atitude, não acha isso estranho?
Eu acho estranho e preocupante... e muito, mas talvez eu esteja de mau humor...
Caro FJV
Lá na "terrinha", quando os jovens "que acham gracinha a tudo" se comportam como " crianças quando descobrem a careca dos avós" levam um puxão de orelhas para "ver se endireitam".
3 comentários:
Se por «grassolas» quis dizer grosserias...escapa.
Mas se não quer cair no ridículo ponha lá graÇolas!
Cumprimentos
Estimado Anónimo,
Obrigado por me fazer perceber que ridículo foi trocar o Ç pelos ss. Até receber o seu comentário eu continuava a acreditar que o ridículo tinha origem noutras escritas, que embora sem erros ortográficos, cometem outros pecados, bem maiores. Mas o estimadíssimo anónimo fez o favor de me esclarecer, afinal o ridículo e o absurdo podem mesmo surgir de onde menos se espera, até de virgens ofendidas e sem sentido de humor… (é assim que se diz, certo?).
Maitê Proença conhecida actriz brasileira de novelas e não só, resolveu fazer uma viagem por terras de Camões assinalando a sua passagem com algumas criticas a este povo portuga maravilhoso . As crónicas são uma rubrica para o programa saia justa que para quem não conhece vive da sátira e da galhofa à semelhança dos nossos gatos fedorentos mas na versão feminina e em brasileiro.
Maitê começa por observar que o numero de uma porta se encontra afixado ao contrário o que significa que está em portugal. De facto este país há muito que anda ao contrário basta ver o resultado das ultimas eleições e o estado politico-economico-social em que nos encontramos e que ainda vai piorar.
De seguida foi comer os belos dos pasteis de belem e pelos vistos nada a dizer comeu 4 e não conseguiu comer mais, pelos vistos gostou.
A seguir descobriu algo que felizmente nos podemos orgulhar, afinal os rios em portugal também dão para o mar. Fantástico.
Salazar é também motivo de conversa, dizendo que foi ditador durante mais de 20 anos, que por acaso foram quase 40, e que os portugueses fizeram um concurso para eleger o melhor portugês de sempre, e que escolheram o ditador. Realmente nunca fez muito sentido. Então o D. Afonso Henriques esfalfou-se para conseguir fazer disto um país, o Salazar esfalfou-se para o destruir e o melhor é o Salazar? Esta é mesmo à portuguesa e aqui Maitê tem toda a razão, e como ela mesmo diz - Vai Entendê...
Finalmente no Mosteiro dos Jerónimos não percebi a piada ao Vasco da Gama, ao Camões e ao Fernando Pessoa e muito menos ao D. Manuel. No entanto a história do Hotel e dos problemas da internet reflectem e muito o estado em que vai a educação dos portugueses. Muito humildes e com muita vontade de ajudar mas pouco práticos no essencial.
O que provocou ainda mais o desagrado de alguns tugas foi aquela cuspidela para a fonte, o que eu gostava de ter visto a cara de alguns portugueses, é que só quem não conhece a realidade pode achar que aquilo não foi higiénico. Só mesmo quem nunca viu o tipico tuga a puxar a culatra atrás, e zás, sai verdete na calçada.
Maitê Proença já veio pedir desculpas aos portugueses e considerou que anda a faltar humor às pessoas. O que a Maitê não sabe é que em portugal quando se acusa alguém sai tudo a correr atrás, e parece-me a mim que pode ter sido isso que despoletou esta resposta em forma de petição por um pedido de desculpas.
Aos senhores da petição se algum dia virem alguém a cuspir na vossa rua chamem a Maitê que ela limpa...
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