O absurdo do ridículo


Tenha lá paciência, a atitude da senhora (caso Maite Proença) não tem desculpa possível. Eu próprio faço grassÇolas cujos alvos são da mais variadíssima espécie, género, feitio e nacionalidade, no entanto, faço-o junto dos amigos e conhecidos, não na praça pública. Até chego a tolerar esse tipo de piadolas em programa da especialidade (os agora tão famosos stand up comedy), o que não tolero é que uma figura pública, estrangeira, o faça no tom e no local em que fez.

Para finalizar, tem a certeza que nós, os indignados, é que temos faltar de humor?  Deixe-me que lhe pergunte, onde está a piada de ver aquela cuspidela? Achou piada à tentativa da senhora em imitar o chafariz? Achou a imagem humorística? Tem a certeza que acha piada a esse tipo de comportamento, naquele tipo de cenário, vindo de uma figura pública? Tem mesmo a certeza que achou engraçado? E já agora, se vê humor naquela atitude, não acha isso estranho?

Eu acho estranho e preocupante... e muito, mas talvez eu esteja de mau humor...


Caro FJV

Lá na "terrinha", quando os jovens "que acham gracinha a tudo" se comportam como "crianças quando descobrem a careca dos avóslevam um puxão de orelhas para "ver se endireitam".

3 comentários:

Anónimo disse...

Se por «grassolas» quis dizer grosserias...escapa.
Mas se não quer cair no ridículo ponha lá graÇolas!

Cumprimentos

... disse...

Estimado Anónimo,

Obrigado por me fazer perceber que ridículo foi trocar o Ç pelos ss. Até receber o seu comentário eu continuava a acreditar que o ridículo tinha origem noutras escritas, que embora sem erros ortográficos, cometem outros pecados, bem maiores. Mas o estimadíssimo anónimo fez o favor de me esclarecer, afinal o ridículo e o absurdo podem mesmo surgir de onde menos se espera, até de virgens ofendidas e sem sentido de humor… (é assim que se diz, certo?).

Raul disse...

Maitê Proença conhecida actriz brasileira de novelas e não só, resolveu fazer uma viagem por terras de Camões assinalando a sua passagem com algumas criticas a este povo portuga maravilhoso . As crónicas são uma rubrica para o programa saia justa que para quem não conhece vive da sátira e da galhofa à semelhança dos nossos gatos fedorentos mas na versão feminina e em brasileiro.

Maitê começa por observar que o numero de uma porta se encontra afixado ao contrário o que significa que está em portugal. De facto este país há muito que anda ao contrário basta ver o resultado das ultimas eleições e o estado politico-economico-social em que nos encontramos e que ainda vai piorar.

De seguida foi comer os belos dos pasteis de belem e pelos vistos nada a dizer comeu 4 e não conseguiu comer mais, pelos vistos gostou.

A seguir descobriu algo que felizmente nos podemos orgulhar, afinal os rios em portugal também dão para o mar. Fantástico.

Salazar é também motivo de conversa, dizendo que foi ditador durante mais de 20 anos, que por acaso foram quase 40, e que os portugueses fizeram um concurso para eleger o melhor portugês de sempre, e que escolheram o ditador. Realmente nunca fez muito sentido. Então o D. Afonso Henriques esfalfou-se para conseguir fazer disto um país, o Salazar esfalfou-se para o destruir e o melhor é o Salazar? Esta é mesmo à portuguesa e aqui Maitê tem toda a razão, e como ela mesmo diz - Vai Entendê...

Finalmente no Mosteiro dos Jerónimos não percebi a piada ao Vasco da Gama, ao Camões e ao Fernando Pessoa e muito menos ao D. Manuel. No entanto a história do Hotel e dos problemas da internet reflectem e muito o estado em que vai a educação dos portugueses. Muito humildes e com muita vontade de ajudar mas pouco práticos no essencial.

O que provocou ainda mais o desagrado de alguns tugas foi aquela cuspidela para a fonte, o que eu gostava de ter visto a cara de alguns portugueses, é que só quem não conhece a realidade pode achar que aquilo não foi higiénico. Só mesmo quem nunca viu o tipico tuga a puxar a culatra atrás, e zás, sai verdete na calçada.

Maitê Proença já veio pedir desculpas aos portugueses e considerou que anda a faltar humor às pessoas. O que a Maitê não sabe é que em portugal quando se acusa alguém sai tudo a correr atrás, e parece-me a mim que pode ter sido isso que despoletou esta resposta em forma de petição por um pedido de desculpas.

Aos senhores da petição se algum dia virem alguém a cuspir na vossa rua chamem a Maitê que ela limpa...