“Não te queixes, no meu tempo era bem pior. Eu tinha oito filhos para alimentar, o teu avô, coitadinho cegou de uma vistinha e ficou sem trabalho, uma sardinha tinha que alimentar três bocas. A tua mãe e os teus tios, com dez aninhos ou pouco mais, saíam de casa às seis da manhã para ir para o trabalho, a pé, à chuva, ao frio, ao que calhasse.
Era assim no meu tempo, não havia televisão, nem rádio, nem água, nem luz quanto mais. Não te queixes meu filho, não te queixes que não sabes o que é a crise.”
Em certos momentos gosto de ouvir o que a minha avó tem para me dizer. Inconscientemente ela consegue levantar-me a moral.
A ela, à minha avó, não a podem acusar por falta de auto estima.
O inútil
Pois bem, eles estão com os nervos em franja. Talvez devido ao facto deste fim-de-semana ter sido recheado de acontecimentos políticos e desportivos. Terão sido talvez acontecimentos em demasia para um par de dias inúteis. Tenho que os classificar como inúteis, aos dias evidentemente, considerando que úteis, ao que se diz são os outros, continuo a referir-me aos dias, nada de confusões.
Continuando a minha dissertação, devo referir que hoje pela manhã me espantei quando visitei o Blog Barnabé e deparei com uma quantidade considerável de posts editados pelo agora designado Licenciado Daniel Oliveira, imagine-se, durante a tarde de Domingo. A saber, só em duas horas ele editou mais post’s do que nos dois fins-de-semana anteriores.
Afinal ele não é assim tão inútil, o Domingo claro, serviu para que o referido Daniel tivesse mais uma vez oportunidade de mostrar à Blogosfera o quão limitadas são as suas ideologias e estratégias políticas. Em quase todos os post’s ele se limitou a pegar em frases proferidas pelos Social-democratas e, utilizando o seu mais que conhecido discurso acre e corrosivo, colar-lhes um título que as desvirtuasse.
À falta de melhor programa, gozar um dia inútil com uma manta em cima das pernas, um televisor ligado e um computador à mão até que não é má opção, mesmo sendo um inútil, o Domingo claro.
Continuando a minha dissertação, devo referir que hoje pela manhã me espantei quando visitei o Blog Barnabé e deparei com uma quantidade considerável de posts editados pelo agora designado Licenciado Daniel Oliveira, imagine-se, durante a tarde de Domingo. A saber, só em duas horas ele editou mais post’s do que nos dois fins-de-semana anteriores.
Afinal ele não é assim tão inútil, o Domingo claro, serviu para que o referido Daniel tivesse mais uma vez oportunidade de mostrar à Blogosfera o quão limitadas são as suas ideologias e estratégias políticas. Em quase todos os post’s ele se limitou a pegar em frases proferidas pelos Social-democratas e, utilizando o seu mais que conhecido discurso acre e corrosivo, colar-lhes um título que as desvirtuasse.
À falta de melhor programa, gozar um dia inútil com uma manta em cima das pernas, um televisor ligado e um computador à mão até que não é má opção, mesmo sendo um inútil, o Domingo claro.
Sexta-feira
Acordei com leves toques na minha janela, era a sexta-feira, tentou acordar-me num repente, – são horas de levantar, gritava radiante do lado de fora tal como uma criança que acorda os pais à espera do presente de Natal. - São ainda sete da manhã, respondi, deixa-me dormir, continuei. Respondeu-me, – sou eu a sexta-feira, acorda, lembra-te que do que me prometes-te. É verdade, eu havia-lhe dito que um dia a iria saborear à moda antiga, que iria apreciá-la de uma forma diferente do usual, encará-la como a véspera de um fim-de-semana em que a azáfama e o stress ficariam presos e esquecidos na gaveta da secretária. Eu havia prometido à sexta-feira que passaríamos um dia juntos e que a deixaria preparar-me para um fim-de-semana de verdadeiro repouso e reconforto.
Eu prometi que um dia o faria e hoje é o dia.
Eu prometi que um dia o faria e hoje é o dia.
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