Ao Barnabé

Caro Daniel Oliveira, vou uma vez mais repetir-me, fá-lo-ei propositadamente e as vezes que considerar necessárias. Também tenho o direito de ser maçador.

A forma como o Daniel aborda questões melindrosas e de interesse público é cada vez mais degradante. O mais gravoso é que não o faz de forma inocente nem gratuita. Outros interesses se levantam e esses são cada vez mais evidentes.

Já era tempinho do Daniel tomar consciência das responsabilidades que tem perante a opinião pública. Não queira ser mais um personagem do contra informação, viu certamente o trato a que esses bonecos estão sujeitos mais tarde ou mais cedo.

Se quer brincar com coisas sérias faça-o mas de uma forma mais sensata, mais congruente, mais equilibrada.
O Daniel pretende moldar o raciocínio das massas mas desta forma apenas lhes tolhe o cérebro. Devo dizer-lhe que não são os seus artigos que me preocupam directamente, com eles posso eu bem, o que me desassossega é o facto do Daniel começar a ter seguidores. Estes, quando devidamente desinformados ou até mesmo manipulados, essa é a função do Daniel Oliveira, podem ser uma arma perigosa se usada levianamente

Caro Daniel, a sociedade necessita de pessoas que discutam política e outros assuntos de interesse comum mas precisa mais ainda que o façam de forma racional, se é de forma gratuita ou não até nem importa muito, o que realmente interessa é que o façam com seriedade e sinceridade.

Já sei que provavelmente o Daniel não se vai dar ao cuidado de ler este texto, se bem que, até é capaz de o ler, mas não lhe prestará atenção, este blog não tem audiências que justifiquem o esforço e para além da lavagem de alguns cérebros, ou tentativa disso, tudo aquilo que interessa ao Barnabé é a cruel e desmedida guerra de audiências.

Comercialização de bandeiras poderá disparar novamente

Portugal pretende organizar Mundial Sub-17 e Mundial de Clubes

CDS desagradado com PSD

Ainda no rescaldo do congresso do PSD, importa abordar a questão pertinente do anúncio de uma possível, eu diria mais que provável, ruptura pré eleitoral entre os dois partidos governantes.

Os dirigentes do CDS mostram-se incomodados com o desenrolar dos acontecimentos.
"Já ninguém diz sequer que está em aberto uma coligação", "No congresso do maior partido da coligação, nem uma alma disse bem do CDS", "… os sociais-democratas disseram pior do CDS do que do PS." Estes são os desabafos dos líderes do CDS.

São desabafos mas nunca passarão disso mesmo. A coligação não está neste momento colocada em causa porque o CDS, bem ou mal, quer continuar no governo, eu não escrevi governar, escrevi e repito, quer continuar no governo. A coligação, na altura das eleições, foi conveniente ao PSD, era nessa altura incontornável, só por isso o CDS chegou ao poder. Acontece agora que o PSD quer criar uma nova imagem, logo, quer descolar-se do CDS. Este segundo sente-se abusado e ofendido mas tudo não passa de um singelo "fogo de vista". Se nas próximas eleições uma nova coligação for sinónimo de governação ela verificar-se-á novamente.

No entanto, "pelo andar da carruagem", não me parece que, mesmo com uma coligação, a direita consiga governar novamente, portanto, afinal estes acontecimentos não são nada pertinentes, são apenas faît divers.