Para quem tem pouco tempo para ler… (V)

Eça de Queiroz – “Os Maias” resumo:

Lisboa, séc. XIX, Outono de 1875, está agora a fazer anos que o Afonso da Maia, um gajo cheio da pasta se instala numa daquelas mansões como as dos filmes do Elvis Presley. O morcão chamava o edifício de Ramalhete, se é nome que se ponha num palácio daqueles. O filho do velho, Pedro da Maia, para se livrar do velhote que se fartava de lhe dar na mona, vai e casa contra a vontade do velho e arranja dois putos, um macho e uma fêmea.

A mulher do Pedro, às duas por três, cheia de aturar o sogro, põe-se n'alheta com outro gajo e leva a filha – Maria Eduarda. O Pedro não aguentou a pressão e dá um tiro mesmo no meio dos respectivos, que é como quem diz, no meio da testa. O filho – Carlos da Maia é entregue ao avô, mas este não consegue ter mão no moço. O Carlos até chega a médico e tudo mas espetou-se todo quando foi dar assistência médica à governanta e acabou a consultar a patroa do Brasileiro, se é que me percebeis. Veio-se a descobrir que a patroa a quem ele andava a dar consultas era a Maria Eduarda, sua irmã. Num podia ser carago, atão isso não faz, se ainda fosse prima, agora irmã.

O Carlos não quis saber e continuou a dar assistência à mulher que também gostava, mas só gostou até lhe ser entregue a herança que a mãe, que afinal também era sua sogra, lhe havia deixado e se pôr a mexer prá estranja. Que se saiba os dois não tiveram filhos senão os moços eram filhos da Eduarda e esta seria tia dos próprios filhos. Os moços seriam sobrinhos do próprio pai e cada um deles seria primo do próprio irmão. O pai seria amante da cunhada e a mãe seria mulher do tio do próprio filho que também era filho do seu irmão.

O Velhote, o Afonso, não aguentou tamanha confusão e bateu a bota. O Carlos voltou para casa e acabou o romance.

Rescaldo da jornada

O FCP perde pela primeira vez no estádio do dragão. É certo que se os erros da equipa de arbitragem não tivessem existido talvez o resultado fosse outro, mas é também correcto afirmar que o Porto perde precisamente no dia em que o treinador Fernandez volta ao banco de suplentes. O que vai ficar para a história é que perdeu três pontos e perdeu também Vítor Baía, ao que parece rotura muscular, mais um a juntar ao lote de lesionados. O preparador físico, massagistas e restantes elementos da equipa técnica teriam muita coisa a explicar.

É sabido que Pinto da Costa não gosta de mexidas a meio da época, depois do caso Del Neri é mais difícil ainda admitir que errou novamente. Mas são estas as coisas do futebol, não se acerta sempre, nem em jogadores nem em treinadores, no entanto, alargando a análise à última década, as decisões acertadas têm larga vantagem.

Com tudo isto já as bandeiras vermelhas se agitavam, os comentadores de rádio e televisão anunciavam alterações no topo da classificação mas nada do que estava previsto veio a suceder. O Leão voltou a ser gato e se o árbitro tem assinalado a grande penalidade, mais do que evidente, cometida sobre Tanque Silva passava o Leão a ser gatinho. A Águia, apesar do voo inicial que indiciava mais um ataque feroz e mortífero, deixou-se hipnotizar pelo hino ao futebol cantado pela sua presa e não fosse o segundo golo, marcado em fora de jogo, ser validado talvez atingisse o estado de pintainho em vez de pombo-correio que acaba com o coração na boca à espera que o juiz desse a prova como concluída.

Nesta altura, em época de exposições ao ministro de desporto, ou coisa parecida, de uma qualquer reclamação por suposto golo invalidado ao Benfica no jogo contra o FCP, lance que ninguém conseguir ainda provar, será que o ministro, ou seja lá quem for, terá arcaboiço para demonstrar que um dia é da caça e o outro do caçador e que quem tem telhado de vidro não deve atirar pedras para o ar?

Livro aberto

“Ele deve ser lido, bebido, devorado, letra a letra, palavra a palavra". São estas as palavras do apresentador deste programa do canal televisivo RTPN.

Esta semana a entrevistada foi a escritora e actriz Rosa Lobato Faria que, em comparação com o seu marido, Joaquim Magalhães, editor, se considera ingénua no mundo dos livros. Ela lá sabe e isto para aqui não interessa nada.

Apanhei o programa quase no fim, pena minha estava a ser interessante, mas ainda a tempo de fazer dois apontamentos. Primeira nota, a “resma” de livros aconselhados pelo apresentador, eram mesmo muitos, não é exagero. Segunda nota, o endereço electrónico do novo blog livro aberto. Claro, a curiosidade foi forte a toca a clicar rumo ao livro aberto. Foi isto que encontrei, um blog em fase de teste.

Meu caro Francisco José Viegas, antes de anunciar o Blog livro aberto deveria ter verificado se ele já estava a funcionar em pleno, é caso para perguntar, - se não tem tempo para ler o blog como será com essa pilha de livros que aconselha?