Rescaldo da jornada 13

I) Ao fim da 13.ª jornada o Vitória de Setúbal, por mão daquele que, na minha opinião, deveria substituir Fernandez no comando do Futebol Clube do Porto, consegue atingir o quinto lugar da tabela classificativa.

II) O FCP conseguiu mais um feito, mais uma derrota no seu estádio frente a um dos últimos classificados. Mais uma vez a derrota tem mão do treinador. Poderia talvez escrever algo mais sobre este jogo, mas iria repetir os comentários da jornada anterior. O FCP não jogou (muito) mal mas perdeu, mais uma vez.

III) O Sporting conseguiu vencer, sabe Deus como, aliás, Deus o Ricardo e o árbitro, com as devidas distinções. Numa das áreas o árbitro viu o que mais ninguém viu, para além de Deus que está em todo o lado. Viu uma pseudo falta sobre Ricardo, pudera, as lições de Liedson servem para alguma coisa, valeu a expulsão de um adversário. Na outra área o mesmo árbitro não viu a falta cometida sobre o guarda-redes da Académica. Valeu o golo da vitória do Sporting. Uma vitória aos empurrões no verdadeiro sentido da palavra. A tabela classificativa mostra que assim também vale.

IV) No Jogo do Benfica os empurrões foram substituídos pelos trambolhões. Desta feita um trambolhão que mais parecia um salto em trampolim tal o aparato do voo de Karadas, valeu um penálti a favor do Benfica. Queixa-se o Benfica da expulsão de Manuel Fernandes, ora jogar com dez ou com onze não são condições sine qua none de derrota ou de vitória. Já da marcação de um golo, neste caso de penálti duvidoso, já não se pode dizer o mesmo. Trapattoni tinha razão, "graças a Deus que o Benfica tem o Simão". Pelos vistos Deus também esteve neste jogo.

PS: Se o campeonato terminasse hoje o Futebol Clube do Porto era campeão.

A banha da cobra

São 18h45, os cidadãos deslocam-se do trabalho para casa, ligam o rádio e ouvem o discurso de encerramento de José Sócatres na assembleia da república, ouvem-no e acreditam no que ele diz. O homem é convincente. Os cidadãos não ouviram a intervenção anterior por parte de um elemento do CDS, cujo nome não memorizei, mas se o tivessem feito estariam agora mais confusos do que nunca. Qual dos dois mentirá (mais).

Mas dizia eu, os cidadãos ouvem José Sócrates e ficam convencidos da chegada de um novo Messias. Não faltam as críticas ao anterior executivo, não faltam oportunidades de melhoria e supostamente não falta vontade e iniciativa. Os cidadãos começam a acreditar nas palavras e nas intenções de Sócrates, é por aí que têm sido conduzidos.

Falta agora saber se Sócrates acredita naquilo que diz e se acredita que ele próprio é capaz de mudar o rumo do país. As palavras que lhe saem das folhas escritas de véspera fazem tudo parecer tão simples.

Antes fosse assim tão simples Sr. José Sócrates.

O livro do Barnabé

Anunciam os Barnabés o lançamento do livro, que segundo eles, “ a direita abomina”.
Não tendo eu uma posição política radicalmente vincada, reconheço que em certa medida me identifico com as ideias de direita. Assim sendo, considero-me legitimado a tecer um ou dois comentários sobre o assunto.

I)Será que a direita abomina o(s) Barnabé(s) pelo avultado n.º de visitas?
Não me parece, uma grande audiência não é, nunca foi e nunca será, por si só, sinónimo de qualidade do programa a que se assiste. Veja-se o caso da “Quinta das Celebridades”.

II)Será que a direita abomina o(s) Barnabé(s) pelo facto deles terem conseguido editar um livro?
Não me parece, veja-se que até o Zé Cabra gravou um CD.

III)Será que a direita abomina o Barnabé pelo conteúdo dos textos editados?
Também não me parece. Já Napoleão Bonaparte dizia: “Nunca interrompas o teu inimigo enquanto estiver a cometer um erro”. Logo, é deixar o(s) Barnabé(s) escrever posts e postas e livros e mais o que lhe apetecer.