Em jeito de desabafo, Daniel Oliveira apresenta um "sim" e quatro "nãos" com os quais pretende esclarecer a sua posição política dentro do seu partido, o BE.
Não importa agora saber quem concorda ou discorda dos seus argumentos, antes disso, importa esclarecer pelo menos dois pontos:
Entre outras, o Daniel faz as seguintes afirmações:
1- "Não. O Bloco não criará condições que impeçam a criação de um governo alternativo sem antes lhe dar o tempo necessário para mostrar ao que vem."
Obviamente, o Daniel refere-se a um governo de esquerda liderado por José Sócrates. Ora bom, quando Santana assumiu o cargo de primeiro-ministro o Bloco adivinhou que ele não seria capaz, foi isso que as intervenções dos Bloquistas transmitiram. Se o PS de Sócrates merece uma oportunidade e só será julgado depois de “mostrar ao que vem” porquê que o mesmo não se verificou com o PSD de Santana? Talvez agora as capacidades adivinhatórias se tenham esvaído, oportuno diga-se.
2 – "Sim. O Bloco fará todos os entendimentos pontuais necessários para que parte, ou totalidade, do seu programa seja cumprido."
Ora aqui está mais uma questão interessante. O Bloco quer ver cumprido o seu programa, é legítimo que o faça, mas qual é o preço a pagar? Aprovar um orçamento rectificativo que nem sequer é conhecido? Segundo o seu dirigente Fernando Rosas "O Bloco já decidiu a aprovação [do Orçamento rectificativo]". Mas pergunto eu, o Bloco já conhece esse orçamento rectificativo que, em caso de vitória, o PS pode vir a apresentar? Se conhece é estranho, as coisas não costumam funcionar assim, se não conhece como é que decide aprovar? Decisão baseada em que dados?
O cheiro do Poder tolhe-lhes o raciocínio e quando existe uma porta aberta o que importa é lá entrar não interessa de que forma.
Como sempre, quem sofre é o “pagode”.
Guerras tribaisviais
Uma lança arremessada aos atiradores furtivos. Deve ter acertado num deles, ele sentiu-se.
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