Pois bem, até aqui concordo.
“A 20 de Fevereiro o país precisa de eleitores lúcidos, decididos, que a suas intenções de voto proporcionem ao país um rumo diferente, para a tão reclamada maioria absoluta seja uma realidade.”
Agora começo a desconfiar.
“…só tenho que pedir e apelar que no dia 20 de Fevereiro as intenções dos Portugueses se traduzam numa maioria absoluta para o PS.”
Bem me parecia que isto trazia água no bico e agora não tenho dúvidas nenhumas.
O texto está bem escrito, preenchido de trato literário e profundidade diplomático-filosófica, mas apenas isso. A opinião do autor é suspeita e inquinada, afinal, o próprio Inácio é um dirigente do PS. Do lado do PSD são mais que conhecidas as situações em que os próprios militantes do partido ousam colocar o dedo nas feridas internas. Queira o PS entender estas atitudes como consequências da falta de estabilidade, façam-no se acharem por bem. Contudo, se a turbulência que se faz sentir dentro do PSD não transmite qualquer tipo de confiança aos portugueses, ou pelo menos a mim, não é através de discursos subservientes, como é o caso do texto do Inácio Lemos, que o cenário se altera.
Votar é mais do que um dever, é uma obrigação, mais tarde ou mais cedo terei que me decidir, mas muito sinceramente, continuo a não acreditar em nenhum dos candidatos.
