Livro que não cheire a livro… não tem sabor

O Kindle, o já famoso leitor de livros electrónicos da Amazon, chega hoje a Portugal. Este leitor de e-books tem um ecrã de seis polegadas monocromático e pode armazenar aproximadamente 1.500 livros electrónicos, no formato PDF, HTML, DOC ou AZW. Graças à tecnologia wireless tem a possibilidade de descarregar livros sem que seja necessário ligar-se a um computador conectado à Internet.

Os leitores de e-books são, sem dúvida, mais um avanço no mundo da tecnologia, fazem recordar o abandono dos walkman em prole do leitor de CD portátil, depois, o abandono deste e a sua substituição pelo MP3, depois pelo MP4 e talvez existam já outros equipamentos que substituam esses e dos quais ainda não ouvi falar.

Com os e-books vão desaparecer as prateleiras recheadas de livros, ordenados por género, ou por autor, ou simplesmente dispostos em função do seu tamanho ou cor. Deixarão de existir secretárias com lotes de livros amontoadas, desaparecerão os três, quatro, ou mais livros abertos espalhados uns em cima dos outros. Desaparecerá o contacto físico com as cores envelhecidas das capas, o livro deixará de cheirar a livro, não serão necessários marcadores de páginas (e há quem saiba o quão engraçado é escolher um separador que "combine" com o livro). Enfim, o prazer de manusear o livro jamais será como dantes, infelizmente...

Com a música foi mais ou menos assim… e eu não gostei da experiência.

Pensamento...

Notícia de última hora... é aquela que surge entre as 23H00 e as 23H59.

Porque é assim mesmo…

F. C. Porto (4) – Sertanense (0)

Ao contrário do que eu próprio havia previsto (ver aqui), afinal Rodríguez (O Cebola) até jogou, e até foi titular. Foi, assumo, uma surpresa, não digo agradável porque o rapaz deu pouco de si ao jogo. Mas tem atenuantes, a sério que sim, tinha chegado ao Porto (cidade) no dia anterior (ou quase) e vinha de um  mal entendido com jornalistas.

Houve mais, o Farias marcou mais dois golos, não fossem as limitações inesperadas (ocasionalmente assemelha-se a um "dextro" com dois pés esquerdos) e poderia ter marcado o dobro, no mínimo. Depois houve Mariano que, como quase sempre, foi aplaudido aquando da substituição. Eu também aplaudi, muito, finalmente este rapaz saía de campo, aliás, nunca deveria ter entrado. Ele esforça-se, atrapalha a equipa adversária, no entanto, também se embaraça a ele próprio e à própria equipa, em demasia. E também houve El Perro, pelo que demonstrou em campo, a alcunha não podia estar mas ajustada, tal era a dificuldade de movimentos. Mas ele vai lá…

Houve outras surpresas, boas… o Raul Meireles não jogou (quase a melhor de todas as surpresas) e para o seu lugar, mais metro menos metro, entrou um rapaz de 17 anos de nome Sérgio Oliveira. Ao ver este puto jogar, disse cá para os meus cigarros… este puto vai longe…, tem presença em campo, tem qualidade de passe, frieza e precisão na hora de decidir, tem técnica, muita… e, inadvertidamente, o fumo dos meus cigarros foi bailando ao ritmo do jogo deste rapaz.

Professor Jesualdo, deixe-me que lhe pergunte, o senhor já estava de "olho posto" neste rapaz e tinha real intenção de o colocar à prova, ou pretendia apenas dar mais uma das suas lições ao Raul (provando-lhe que ele não faz assim tanta falta), resultando tudo numa feliz coincidência?

Da minha parte, peço-lhe pouco, rogo-lhe apenas que aposte neste rapaz, dê-lhe minutos e, garantidamente, os meus cigarros não terão ardido em vão…